ALIENAÇÃO OU IMAGINAÇÃO?

UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA COM A OBRA POLIANA, DE ELEANOR H. PORTER

Autores

Palavras-chave:

Literatura infantojuvenil; Método Recepcional; Método Performático. Formação leitura.

Resumo

Este trabalho objetiva apresentar uma experiência de leitura com a obra      Poliana, de Eleanor H. Porter a partir dos métodos: Recepcional (Aguiar; Bordini, 1988) e Performático (Iser, 2002, Kefalás, 2014, Zumthor, 2005), tendo em vista as contribuições para a formação do leitor no âmbito da literatura infantojuvenil. Apesar de estarmos inseridos num mundo de leituras cada vez mais multifacetadas, ainda há um déficit na capacidade crítico-interpretativa dos conteúdos lidos. Cabe, portanto, a escola, enquanto espaço de aprendizagem, promover atividades que conduzam o aluno ao desenvolvimento dessa competência, orientando-o na ampliação da sua capacidade de refletir sobre o mundo que o cerca, uma vez que “a literatura corresponde a uma necessidade universal [...] pelo fato de dar forma aos sentimentos e à  visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza” (Candido, 1988, p.11). Essa experiência foi realizada com uma turma de 7° ano, do ensino fundamental II seguindo algumas etapas do método recepcional. Além disso, utilizamos a experiência corporal como expressão de vivência do texto (Método Performático). Os questionamentos que motivaram esse estudo foram:         Até que ponto a idealização do jogo do contente traz a alienação do sujeito no mundo adverso? Como essa narrativa (re)configura as relações familiares? De que modo  solidão e imaginação estão presentes na representação das experiências desabonadoras da vida da personagem? Para o suporte teórico, tomamos como base além dos autores citados, Cademartori (2009), Petit (2009), Zilberman (1998, 2008), Lajolo (1993), entre outros. Tomando por base o texto literário, aponta-se como resultado um melhor desenvolvimento das capacidades de interação comunicativa, bem como a formação do indivíduo para os diversos modos de apropriação dos textos como espaço de expressão  da subjetividade do aluno na construção do sentido.

 

Biografia do Autor

  • Francisca Luana Rolim Abrantes, GILGAL

    Graduada em Letras/ Português pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB); Mestre e doutoranda em Linguagem e Ensino pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); Professora dos cursos de Direito e de Educação Física, da Faculdade GILGAL; Coordenadora do Curso de Extensão Direitos Humanos e Sociedade, da Faculdade GilGal. E-mail:luana_abrantes@hotmail.com 

  • Risonelha de Sousa Lins, IFPB/ Campus-Sousa
    Graduada em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Mestre e doutora em Letras pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), Campus-Sousa/PB.      
  • Maria Leuziedna Dantas, IFPB/ Campus-Sousa

    Doutora em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba\PROLING (2020), mestrado em Educação pela UFPB (2010) e especialização em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (2003). Atualmente é professora do Ensino Básico Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - campus Sousa. Tem experiência na área de Letras com ênfase em Língua Portuguesa, atuando principalmente nos seguintes temas: discursos e práticas de leitura e escrita, mediação leitora, letramentos, educação de jovens e adultos.

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Publicado

01-12-2023

Como Citar

ALIENAÇÃO OU IMAGINAÇÃO? UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA COM A OBRA POLIANA, DE ELEANOR H. PORTER. (2023). Revista Multidisciplinar Da Faculdade Gilgal, 1(2), 16-26. https://revista.faculdadegilgal.edu.br/index.php/fgg/article/view/10